reflexos meus, seus, nossos



Quando olho para outro humano, como eu, para aquele que divide o espaço comigo, logo ali, ao meu lado, às vezes me perco imaginando  como seria estar na pele daquele indivíduo, como seria viver sua vida, que trajetória seguiu ele para chegar até aquele preciso momento, no que esta pensando, quais são suas preocupações, suas vontades, seus aborrecimentos.

Não me canso de pensar a respeito, cada vez que estou na presença de outro homem ou mulher, criança ou idoso. Nada concluo desta reflexão senão que é aquele ser humano nada mais que um reflexo de mim mesmo, uma possibilidade, um semelhante, uma jornada que começou, percorre e terminará em pontos tão diferentes daqueles que reconheço como sendo a MINHA vida, mas que não pode estar assim tão distante desta, pode? Somos todos reflexos uns dos outros, nos guiamos e nos perdemos nesse reflexo do momento em que abrimos os olhos, ao momento em que os fecharemos.

Os retratos acima foram feitos em Buenos Aires e Bariloche, Argentina, e acredito que nenhum dos retratados percebeu estar sendo fotografado, nem mesmo meu pai, que figura na última imagem, feita enquanto divida comigo o teleférico que nos levou ao topo do Cerro Otto.

3 thoughts on “reflexos meus, seus, nossos

  1. Felipe Schiavon

    Essa reflexão é bem interessante! Reconhece os diversos mundos que habitam a mente e as ideias das outras pessoas. O quanto vivemos imersos na nossa concepção da realidade. Sair dessa caixa, desse padrão, e vislumbrar a verdade que existe em cada mente humano é um exercício que nos tira do centro e ajuda a perceber a diversidade que existe no nosso planeta, as diversas interpretações que cada um tem de uma mesma coisa. E as fotos dizem tudo do título do blog. Reflexos… o vidro na frente das pessoas, as barreiras que existem entre cada mundo, o reflexo dessas imagens mostrando o que também somos. Muito massa!

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  2. Anabelle

    A busca da verdade através do que externo é um chamado da própria alma. Aquela que ressoa em nosso interior esperando reconhecimento.
    Reconhecer a unidade através do que está fora é mais uma tentativa de tentar conhecer a si mesmo e qual o propósito que move todas essas formas.
    Ao me deparar com todas elas e perceber as diferenças de valores e paixões, vi que cada uma estava impregnada de uma energia única a qual conecta tudo que é vivo: o amor. Nada se move, se não através dele. Tanto o tolo quanto o sábio estão sujeitos as mesmas leis. Quando no fundo de nosso coração, reconhecermos a divina presença manifestada em todas as coisas seremos capazes de reconhecer nosso verdadeiro EU.

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  3. Pingback: post #100: concorra a um prêmio do Calefação! | Calefação

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