Monthly Archives: August 2010

o homem e o infinito

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O deserto evoca símbolos, revela segredos e esconde riquezas, dispõe caminhos, oferece labor, nos fala sobre o infinito. Mas como relacionar-se com essa palavra que remete a algo tão intangível, distante, frio, mas também inevitável?

O homem ainda não aprendeu a relacionar-se com a idéia do infinito, e busca no conceito de vazio sua mais próxima assimilação. Engana-se. O infinito, tal qual o deserto, está em toda parte, está em nós, e é repleto de formas, de possibilidades, é rico e pleno, mas é também latente, como uma pedra esperando ser esculpida. A forma final desta escultura, ainda desconhecida, depende unicamente de nosso poder criativo. Em que direção daremos o primeiro golpe de martelo? Que monumentos erguerá o homem no horizonte do deserto? Com quais qualidades impregnará, o homem, a imensidão do infinito?

“Aceitai em espírito o conceito do Infitinto. Afirmai o Infinito em vossa consciência. Aplicai todo  pensamento numa larga escala. Esta alavanca do Fogo do Espaço se manifesta em toda parte. (…)”. ROEIRICH, Helena. Signos de Agni Ioga – Inifinito, livro 1, 1933. pág. 15

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amazed and confused


Nova York é uma cidade a ser admirada. Merece respeito, merece declarações de amor e toda importância que a ela atribuimos. É uma cidade de contrastes,de celebração à diversidade. Um centro financeiro e cultural intenso capaz de oferecer, com igual charme e riqueza, belos parques, museus, praças e áreas portuárias. Mas é também uma cidade de ilusões.

A experiência de adentrar a Times Square vindo da 6th ou da 8th avenue é emocionante: o burburinho de pessoas vai aumentando, o espaço vai ficando mais denso, apertado, e de repente uma inundação de luzes led e neon transformam a noite em dia.

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partículas de consciência

Em nosso último post falamos da superfície deste planeta, camada mais externa da entidade Gaia. Uma vez estabelecida essa compreensão é natural que cheguemos ao questionamento de qual relação existiria, portanto, entre este ser vivente e os demais que mais facilmente percebemos: plantas, animais e nós, humanos. Que papel cabe a nós, pequeninos diante de Gaia, se é que podemos arriscar a arrogância de que temos um papel perante tamanha grandiosidade. Pois sim, podemos.

Nós, humanos, somos as partículas de consciência e inteligência de nosso planeta mãe. E para melhor argumentar este ponto eu não poderia recorrer a outra verdade senão a da já antes aqui mencionada, a pariedade entre o macro e o micro (a observasão deste aspecto em tudo que nos rodeia parece abrir infinitas portas para a compreensão do cosmos!). Pense da seguinte forma:

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