Monthly Archives: October 2010

The Homefull

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Sempre que vejo um sem-teto nas ruas de Los Angeles me pergunto como ele consegue sobreviver dia após dia, como vence não só a batalha diária por alimento, água e abrigo, mas como mantém a mente sã. Bem, muitos não o conseguem, e não é raro deparar-se com homens completamente sem rumo, sem propósito, sem pensamento. Esta história, no entanto, não é sobre um desses homens.

“The Homefull” nos fala sobre um homem que possui um propósito, que vive sob um ritual e que, mesmo limitado pela miséria, carrega consigo  a riqueza da compreensão de que de nada mais precisa além da vontade de espalhar o bem.

Um agradecimento especial a Pete Fitz, parceiro dessas novas empreitadas cinematográficas, a Carl Adams, ator que trabalhou com afinco e dedicação pela simples paixão pelo cinema e por um prato de Fish’n Chips e a Nami, a cadela que sabia perfeitamente pra onde olhar e quando abanar o rabo.

“The Homeful” is Vitor Schietti’s continuity project for the 8-week filmmaking workshop at New York Film Academy, Universal City, Los Angeles. Shot with a 5D mark II.

Treasure Island


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Durante dois dias, Treasure Island, ilha que estende-se ao lado da Oakland Bay Bridge abriga um dos festivais de música mais aguardados da Califórnia. She & Him, The National, Broken Social Scene, Holy Fuck, Die Antwoord, Dead Mau5, Belle & Sebastian, LCD Soundsystem… foram para mim os shows mais impactantes, os músicos que mais cresceram no palco que erguia-se paralelo ao skyline de São Francisco.

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Mulholland Drive and the rainbow at the end

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Em meu primeiro dia em Los Angeles, que já vai lá há três semanas, peguei o carro que ainda estava alugando e percorri a memorável Mulholand Drive.

Vista assim, de cima, Los Angeles revela sua grandiosidade, a qual apenas os pássaros podem contemplar plenamente.

Deitando-se assim, sobre a Universal City, um arco-íris aponta o pote de ouro escondido em algum estúdio da indústria mais influente deste planeta: a cinematográfica.

Sem nada suspeitar aquele passeio me inspirou a contar uma história, e hoje retornei a um ponto pouco frequentado da estrada para gravar meu segundo curta-metragem pela New York Film Academy, “Homefull”. Quando terminado, o filme deve mostrar-se como minha tentativa de religar o arco-íris à terra dos humanos. Em breve, aqui no blog.

the colors of destiny

Foram mais de 6.500 km percorridos em 44 dias, de Salt Lake City, onde pousou o avião que me trazia de Nova York no dia 14 de Agosto, até minha chegada em Los Angeles no dia 27 de Setembro. Cerca de 70 horas dirigindo, das quais umas tantas passei cantando, outras em profundos pensamentos, algumas lutando contra o sono e o cansaço, algumas caminhando até o posto de gasolina mais próximopara remeter a consequência de uma distração, outras horas passei fotografando, outras ainda derramando lágrimas.

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Bay Area lifestyle

 

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Santa Cruz, San Jose, Oakland e outras cidades menores que se mesclam em um grande centro urbano compõe a chamada Bay Area de São Francisco, algo como a essência da costa oeste americana, um estilo de vida. Assumir esse estilo significa, quase que obrigatoriamente, praticar o surf e gostar de carros. Ao menos foi essa a impressão que tive ao passar quase uma semana na compania de Ian e Neil, the bay area boys, personagens que mais aparecem neste ensaio, os quais conheci no Burning Man.

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Pursuit of Happiness



 

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A felicidade deve morar em algum lugar de São Francisco. Uma cidade assim colorida, diversa, charmosa e completa deve acolher também a felicidade em alguma de suas ladeiras, no jardim de uma casa vitoriana, num banco do Golden Gate Park, nas calçadas da elegante Fillmore St ou da hippie Haight-Ashbury… são tantos os lugares que encantam e que nos contam histórias na “Cidade da Neblina” que não me caberia aqui tentar citar cada um deles.

Um sentimento geral de tranquilidade e alegria é o que se percebe em São Francisco, quem ali for com o coração e espírito bem abertos.

Neste ensaio retrato brevemente quatro opções de vida, pequenos pedaços coloridos de corpo e espírito que contribuem com o complexo mosaico que compõe a mais bela cidade que visitei nesta viagem. São quatro realidades bastante diferentes, mas que de alguma forma encontram-se no mesmo ponto: a busca pela felicidade.

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