the colors of destiny

Foram mais de 6.500 km percorridos em 44 dias, de Salt Lake City, onde pousou o avião que me trazia de Nova York no dia 14 de Agosto, até minha chegada em Los Angeles no dia 27 de Setembro. Cerca de 70 horas dirigindo, das quais umas tantas passei cantando, outras em profundos pensamentos, algumas lutando contra o sono e o cansaço, algumas caminhando até o posto de gasolina mais próximopara remeter a consequência de uma distração, outras horas passei fotografando, outras ainda derramando lágrimas.

A jornada que planejei durante meses aí no Brasil passou num piscar de olhos, e o que era uma lista fria de lugares a visitar, com datas previstas de chegada e partida acabou desenrolando-se de forma muito mais livre: fiquei muito mais tempo em lugares que me encantaram, muito menos em lugares que me pediam para seguir adiante, e visitei outros que nem sequer imaginava visitar.

Ingenuidade a minha ter acreditado que tal viagem me traria mais respostas que perguntas, mais certezas que dúvidas. Tive certeza sobre algumas importantes decisões, para em seguida perceber que tal certeza de nada valia e retornei ao ponto de partida. A vida parece perpetuar-se neste ciclo, do qual tentamos escapar mas que nos persegue à velocidade do pensamento indisciplinado.

Minha road trip chegou ao fim, mas minha jornada parece ter apenas começado. Viajar dessa forma, estar sozinho, conhecer outros rumos, outras almas, outras realidades foi uma experiência tão rica que suas consequências ainda deverão ser sentidas por algum tempo. Foram quarenta e quatro dias inspiradores, e ao olhar para trás, acomodado em meu novo lar em North Hollywood, Los Angeles, penso já nostálgico “Estou pronto para outros quarenta e quatro, pronto para uma nova jornada em busca de mim mesmo, em busca de meu destino.”

As imagens aqui expostas compreendem apenas a última porção da viagem, os últimos seis dias passados em estradas dos estados da California, Nevada, Utah e Colorado. Não são, portanto, uma compilação de toda road trip, mas um trecho que foi especialmente significativo (e belo) para mim.

O trabalho de um aquarelista que conheci ao longo da viagem serviu de referência para a edição de cores deste ensaio, Tony Foster

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9 thoughts on “the colors of destiny

  1. João Felipe

    Que bonito, Vitor!! Que outras geografias e novos pensamentos possam nos ins-pirar sempre! Um abraço!

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  2. Anabelle

    belas imagens, meu amor!
    se confiarmos na perfeição do Universo, não temos nada a temer!
    nem o próprio destino, pois estaremos sempre onde deveríamos estar naquele momento, vivendo determinada experiência.
    quanto as respostas, só podemos encontrá-las dentro de nosso próprio coração – a morada da alma.
    te amo muito!
    saudades monstra***😉

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