Monthly Archives: November 2010

Getty experience

Getty Center, a invenção de uma nova simbiose entre a arte e a arquitetura.

Pode-se passar uma tarde toda caminhando entre os prédios e jardins do complexo que estende-se isolado no morro de Brentwood, subúrbio de Los Angeles, sem quase nada ocupar-se nas galerias que exibem pinturas, fotografias e esculturas. Foi o que acabei fazendo nas poucas horas que tinha disponível para visitar o museu. A luz do entardecer parece gostar mais desse pedaço de terra, estende-se em tonalidades mais alaranjadas e mais sutis que em outros lugares.

A primeira pintura reproduzida aqui é de Edgar Degas, de quem extraí uma interessante frase: “Arte não é o que você vê, mas o que você faz os outros verem”. Percebi que para mim a arte é isso, uma missão, um caminho sem fim, a comunicação das mais variadas descobertas àqueles ávidos por ver adiante, ver mais e mais a fundo. No Getty Center, a organicidade e leveza que confluem para uma arquitetura sem igual é, certamente, uma notável descoberta.


 

Flor de lótus

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No coração da cidade, escondida entre esculturas prateadas encontramos uma flor de lótus.O Walt Disney Concert Hall é uma obra prima da humanidade, materializada a partir da genialidade de Frank Gehry. Lembro-me da primeira vez que o vi, num artigo que acompanhava uma foto em alguma revista em Brasília. Quando decidi que viria para Los Angeles logo pensei que teria a chance de visitar tal singulariedade arquitetônica. E pensei também: vou poder fotografá-lo.

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Yoshimi, little girl’s super hero dream-world

Para fazer um bom projeto musical e dispor de duas vezes mais tempo que o normal propus a Pete que o fizéssemos juntos. E para fazer um bom projeto musical decidimos que o faríamos com a garotinha mais encantadora que conseguissemos encontrar. Não poderiamos ter tido melhor idéia. Juntos chegamos à música de Flaming Lips, e aos poucos fomos dando forma a um pequeno conto, o de uma menininha que fantasia ser super heroína mas precisa aprender a vencer certos conflitos com garotos mais velhos, os “malvados robôs programados para destruir”.

Domingo, às 7h reunimos a equipe no Griffith Park e gravamos até as 11h. No dia seguinte gravamos as cenas de Yoshimi preparando seu próprio costume de super heroína, no jardim do condomínio de Pete. Ao final editamos separadamente, e aqui mostro o resultado de minha própria edição.

Confira o resultado em seguida. Com vocês, Yoshimi Battles, part 1:

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Venice confrontations

Onde o belo encontra o feio, o atlético confronta o ócio, Venice Beach, o expoente de Los Angeles.

Do jovem ao velho, do que brilha ao decadente, em Venice se entende um pouco melhor o sonho americano, sua glória e ruína. Um bairro de opostos, cheio de turistas que vagueiam sem rumo ao longo de uma praia ampla e amarela, cheia de uma essência que pode-se quase palpar, mas cheia também de loucos, de hippies, de drogas, e de parques infantis.

A roda gigante, agora renovada, espirala e zig-zagueia ao cair da noite, hipnotizando, proclamando o astral, o tempo, o fim de tudo no começo de nada.