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acontece

Olhando de cá, mais vida acontece entre sexta e segunda,

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entre eu e ela,

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entre eu e mãe,

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entre eu e minha segunda família,
OA6A1199 OA6A1208 OA6A1221 OA6A1244

entre eu e eu mesmo,OA6A1176

entre eu e amigos,

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Individualidade







A questão da individualidade passa, antes de mais nada, pela aparência externa, qualidade observada de imediato, à primeira vista. Como nos mostramos aos outros, que mensagem desejamos transmitir em nossa simples presença? A vestimenta é a maior ferramenta que temos à disposição para a transmissão desta mensagem. Não é de surpreender que a moda é um dos mercados mais glamorosos, dinâmicos e ricos de nossa sociedade: a escolha de um estilo determinará quem somos, ao menos nos âmbitos mais superficiais da definição.

Nestes 4 dias que passei no Cerro Catedral, principal montanha para a prática do ski e snowboard em Bariloche (arrisco dizer na Argentina), foi interessante observar como as pessoas tentavam imprimir sua personalidade em vestimentas dedicadas a temperaturas sub-zero.

Trata-se de um desafio, onde vestir-se bem ou vestir-se de acordo com sua personalidade requer muito mais atenção e dedicação. Atenção esta, vale notar, que muitos não estão dispostos a dispensar. Brasileiros, em geral, estão neste grupo preguiçoso, no qual o que conta é vestir o que achou de mais barato e isolante, combinação que costuma resultar em jocosos resultados.

O garimpo de peças que agradem tende a ser mais difícil, a combinação entre o que vai na cabeça, no tronco e nas pernas é certamente mais complexa. Cobrir cada pedaço de pele, não deixar sequer os olhos à amostra, como as opressoras burcas islâmicas, pode ser mais que uma opção estética: em dias que a temperatura chega a -15ºC, seria loucura não fazê-lo.

Mas no final das contas, o que me deixou realmente a matutar foi a a realidade crua e nua por trás daquelas camadas de roupa e daqueles óculos espelhados. Quem é aquele que passa por mim vestido de preto, da cabeça aos pés, com olhos de ciclope? E quem é aquela que deixa suas tranças douradas dançar no vento gélido? Quem são estes que se escondem como podem, na brancura que tudo revela?